Segundo Projeto Integrador do SENAI Cimatec
Sistema de Tratamento de Esgoto Doméstico
Considerações Finais
A equipe reuniu-se de uma a duas vezes por semana para a realização de atividades referentes ao projeto, tais como: o estudo sobre o tipo de terreno, os cálculos referentes aos dimensionamentos através do volume útil, número de pessoas ou unidades de contribuição, contribuição de despejos, o tipo de maquete e os materiais para confecção dela, o dimensionamento da maquete através da escala de 1:50, a compra de materiais, a montagem da maquete, o desenvolvimento dos relatórios (intermediário e final), o planejamento e preparo da apresentação.
Os objetivos do projeto foram realizados com sucesso pela equipe de modo que conseguiu-se fazer os dimensionamentos necessários e a maquete ficou em conformidade com o esperado, de representar de forma clara o sistema de tratamento de esgoto doméstico com soluções ambientais na construção, tais como: telhado verde, painel fotovoltaico e calha para aproveitamento de águas pluviais.
Diante do desenvolvimento de tal projeto, a equipe teve a oportunidade de conseguir aumentar os conhecimentos e colocar em prática os já adquiridos nas aulas de Mecânica dos Solos (características e comportamentos principais de solos argilosos, arenosos e siltosos), Geologia (o quão necessário é conhecer a origem do material que é o alicerce para inúmeras construções da humanidade) e Gestão Ambiental (importância de efetuar ações dentro de obras visando sempre a eficiência energética, o planejamento para evitar desperdícios e o descarte correto dos materiais, sempre a favor da mitigação de qualquer impacto ambiental que poderá ser causado). Ademais, houve o aprendizado em softwares que permitem obter dados geográficos fundamentais para áreas distintas (o ArcGIS).
Desse modo, o trabalho foi bastante satisfatório para todos, pois conseguimos de forma unida realizar o projeto proposto pela faculdade dentro dos conformes, aplicando conhecimentos obtidos que mostram a importância de cada matéria e da aplicação de métodos sustentáveis para preservar o meio ambiente que vem sofrendo bastantes degradações.
Soluções Ambientais
Atualmente as construções ainda utilizam grande parte dos recursos naturais do planeta, a indústria da construção é o setor de atividades humanas que mais consome recursos naturais e utiliza energia de forma intensiva, gerando consideráveis impactos ambientais. Além dos impactos relacionados ao consumo de matéria e energia, há aqueles associados à geração de resíduos sólidos, líquidos e gasosos. Estima-se que mais de 50% dos resíduos sólidos gerados pelo conjunto das atividades humanas sejam provenientes da construção, e geram cerca de 40% dos gases do efeito estufa.
Nesse contexto, na busca de minimizar os impactos ambientais provocados pelas construções, surge o paradigma da construção sustentável, que passa a ter um papel fundamental na preservação dos recursos naturais e na qualidade de vida das futuras gerações. Pensando nisso foram adotadas, 3 alternativas de sistemas ecológicos na construção em estudo, que preservam o meio ambiente, além de diminuir custos e melhoraram a qualidade de vida dos seus habitantes.
Reutilização da água da chuva
A água da chuva é muitas vezes desperdiçada no sistema de esgoto das cidades. Uma das maneiras de evitar esse desperdício e diminuir os custos é utilizando o sistema de aproveitamento de água da chuva para uso não potável nas edificações, podendo reduzir até 50% do consumo total. Além
da economia, o aproveitamento da água da chuva contribui também para minimizar os problemas relacionados com a escassez de recursos hídricos, que atinge várias regiões do planeta.
Portanto, resolveu-se adotar este método na edificação, já que o mesmo possui um baixo custo de instalação e manutenção e a água armazenada será utilizada para fins não potáveis como o uso na irrigação de plantas, lavagem de calçada e veículos.
O funcionamento do sistema se dá através da captação da água da chuva no telhado, que é transportada naturalmente até uma calha. Após o transporte a água passa por um filtro de tela para reter galhos, folhas, e outras impurezas grosseiras e um seletor de águas que descarta as impurezas finas. Em seguida á água chega até um reservatório que deve ser fechado para evitar a entrada de sujeiras e luz solar, evitando assim a propagação de algas. Este sistema pode ser observado mais detalhadamente na imagem a seguir:
Telhado verde
Para minimizar os efeitos negativos das construções e compensar o meio ambiente, o telhado verde é uma solução eficiente e sustentável adotada na edificação em estudo. Ele ajuda na redução da poluição, melhora a qualidade do ar, reduz os efeitos das ilhas de calor e diminui a poluição sonora.
Trata-se de um sistema construtivo que consiste em uma cobertura vegetal feita com grama ou plantas e pode ser instalada sobre lajes ou telhados convencionais, onde proporcionam conforto térmico e acústico nos ambientes internos.
Para implantação do sistema a obra exige a instalação de algumas estruturas específicas na cobertura da casa. Como a troca das telhas de cerâmica por placas de compensado, que servirão de base para a cobertura vegetal onde serão colocados a terra e o adubo para o crescimento das plantas. Mantas onduladas para impedir que o substrato escorra, mantas de impermeabilização para evitar infiltrações na casa e dutos de irrigação e drenagem também fazem parte do projeto de um telhado verde. A manutenção dele deve ser feita uma ou duas vezes ao ano dependendo do telhado aplicado.
Energia solar fotovoltaica
Os constantes problemas ambientais causados pela utilização de energias não renováveis, aliados ao esgotamento dessas fontes, mostra o uso da energia solar bastante eficiente nesta construção em estudo, pois é fonte de energia renovável e limpa, o que contribui para o meio ambiente e apesar do elevado custo de instalação pode reduzir em até 90% o consumo de energia elétrica.
O funcionamento se dá através das células fotovoltaicas instaladas no telhado que compõem os módulos e através da radiação solar direta em seu interior liberam uma corrente elétrica contínua, captada pelos filamentos condutores do módulo fotovoltaico. Essa corrente é então enviada para um inversor interativo, aparelho que transforma essa energia de corrente contínua para corrente alternada, que é o tipo utilizado em residências ou equipes. Depois de passar pelo inversor, a energia solar pode ser utilizada em qualquer aparelho da casa, gerando economia na conta de luz.
Se nem toda energia for consumida, o excedente é lançado na rede elétrica, sendo convertido em créditos energéticos e posteriormente compensado sobre o consumo de energia elétrica.
Procedimento para Estimar a Capacidade de Percolação
O procedimento para determinar a capacidade de percolação foi dividido em duas partes principais: A primeira tinha como finalidade de saturar o solo e observar qual seria a sua capacidade de infiltração e a segunda etapa identificar qual era o tempo necessário que este solo em estudo demoraria para absorver 1 cm de água.
Na primeira parte foram escavados 3 buracos de 30 cm de lado e 35 cm de profundidade. As paredes dos buracos foram corrigidas ao máximo pelos integrantes, porém por ser um solo arenoso, essa atividade vem difícil de ocorrer, pois existiam inúmeras raízes de arvores que estavam próximas e pela areia ser mais difícil de ser moldada quando seca. Logo após foi posto uma pequena camada de 5 cm de brita nº 1 em cada um dos buracos. Os buracos não tiveram a necessidade de serem mantidos cheios de água durante 4 horas, para garantir a saturação do solo, pois o nosso solo já era sabido que não iria saturar por ser arenoso.
Na segunda parte foi colocado 15 cm de água e com o auxílio de uma régua fixada no buraco e um cronômetro de celular, foi marcado o tempo em que a água demora de sair de 14 cm para 15 cm, infiltrando assim 1 cm. O ensaio foi repetido 5 vezes em cada dos buracos, com os tempos obtidos caracteriza-se o solo como arenoso, já que a sua permeabilidade é alta. Logo, para estimar a capacidade de percolação do solo (K), foi utilizada a norma NBR 13969 (Anexo A), apresentada pela professora e orientadora Larissa da Silva Paes Cardoso. Analisando o gráfico (figura 13), foi obtido um coeficiente de infiltração de 140 litros/m² x dia.
Características da Localização e da Edificação
Características geográficas do local
Os inúmeros fatores de formação do solo determinam a constituição dos vários solos existentes na face da crosta terrestre, e o efeito desses fatores é que determina as características e propriedades de cada solo e de cada localidade estudada. Para a identificação do tipo de solo da localidade escolhida pela equipe, utilizou-se o software Arcgis, com auxílio da professora e orientadora Geovana Freitas Paim, para a confecção do mapa com localização, como ferramenta para classificação do solo na região escolhida. Imagem do referido mapa pode ser vista no anexo ao final do relatório.
O mapa, que está em anexo, mostra que a casa em questão está localizada em uma região de solos com coberturas Detríticas (Indiviso) no domínio das coberturas sedimentares, que é originada pelas rochas sedimentares. Este tipo de solo é composto basicamente por areia, argila e sedimentos eólicos. O solo próximo ao mar é imperscrutável, porque há diversas intemperes envolvidas em sua classificação. Uma dessas variáveis é o tamanho dos grãos, que dependem do agente de transporte envolvido.
Existem diversas teorias para a formação do solo, dentre elas através do degelo, transporte do vento e a partir do transporte d’água, mas como o solo presente na nossa localização está relativamente longe de geleiras, o foco será nas outras formações. Os solos que são formados pelo transporte da água (marinho, no caso em particular), tem uma textura que depende da velocidade da água no momento de disposição, e apresentam camadas de granulometrias distintas. E os solos resultantes do transporte do vento são os mais seletivos, as partículas geralmente possuem formas arredondadas, são bastantes homogêneos e finos, que é o caso das areias finas, silte ou argila. A província onde nosso solo é encontrado é a do São Francisco Norte, na área de depósitos marinhos e continentais costeiros e com hierarquia não definida.
Características da edificação
• A edificação escolhida está localidade no bairro da Praia do Flamengo-Salvador;
• Coordenadas Geográficas: 12o 54' 46" S; 38o 18' 27" W;
• Tipo de Edificação: Residencial;
• Padrão do Imóvel: Alto;
• Área do Terreno: 200 m²;
• Área Construída: 95,61 m²;
• População: 6 pessoas.
Análises Preliminares
Início do Projeto
Após a entrega do edital do Projeto Integrador os grupos foram definidos, iniciou-se a mobilização para a realização do projeto. A partir daí a equipe Condessa começa a se reunir para completar as etapas do projeto.
Plano de Trabalho
A partir da definição e publicação do projeto, fez-se um plano de trabalho, com objetivo de organizar tarefas a serem cumpridas, acompanhar as programações de acordo com o cronograma, elaborar e executar o projeto dentro do plano de trabalho definido pela equipe.
Identificação Táctil Visual
São procedimentos baseados por meio do manuseio do solo, para sentir sua reação. Sendo assim, classificado em 6 etapas.
1. Tato
Essa etapa é baseada na estimativa, esfrega-se uma amostra de solo úmida e homogeneizada nos dedos para a identificação de grãos de areia. Se a amostra estiver seca, esfrega uma pequena quantidade de solo sobre uma folha de papel. O silte e areia (partículas finas) se impregnam no papel, enquanto os grãos de areia ficam isoladas sobre o papel.
Após a realização desse teste retratado na figura 1, houve uma impregnação de solo seco na folha e foi possível concluir que o solo é arenoso.
2. Resistência do solo seco
Para analisar a resistência do solo seco, analisa-se a formação de torrões. Uma amostra de solo é pressionada entre os dedos e analisa seu comportamento. Os solos argilosos são resistentes a pressão dos dedos, os siltes são menos resistentes e tendem a pulverizar quando quebrados, já as areias não são formadas torrões.
3. Plasticidade
Esta etapa é medida a capacidade do solo se moldar. O experimento acontece tentando moldar uma amostra de solo úmido, se for possível o solo é classificado como argila, caso contrário é classificado como areia. O solo testado pela equipe apresenta característica de um solo arenoso, pela dificuldade de forma “Bolas” ou “Cilindros”.
4. Dispersão em água
Este procedimento é realizado misturando uma porção de solo seco em um recipiente transparente, o recipiente é agitado e analisa o resultado. As areias depositam rapidamente no fundo do recipiente, as argilas turvam a água e demoram para sedimentar e o silte apresenta comportamento intermediário entre areias e argilas.
O procedimento realizado pela equipe, teve como resultado um solo arenoso. pois se depositou rapidamente no fundo do recipiente.
5. Impregnação
Este procedimento esfrega uma pequena quantidade de solo úmido na palma da mão e coloca a mão embaixo de uma queda d´agua e observa a impregnação de solo. O solo arenoso limpa-se com facilidade, Silte só limpa com bastante agua sendo necessário alguma fricção para limpeza completa e solo argiloso fica impregnado na mão e não sai com facilidade.
Após a realização do teste, a amostra de solo foi limpa na palma da mão com facilidade, sendo classificado como solo arenoso.
6. Dilatância
Estre procedimento tem como objetivo analisar a velocidade da agua dentro do solo. Coloca-se uma pasta úmida (Saturada) de solo sobre a mão, bate-se as laterais da mão uma contra outra. E deve-se observar o aparecimento da lamina d´agua na superfície do solo e o tempo de ocorrência. Nos solos arenosos o aparecimento da lamina é rápido e seu desaparecimento também é rápido, nos solos argilosos não aparece agua rapidamente e nos solos siltosos a lâmina d’água aparece após um tempo médio (comparando com os argilosos e arenosos), e desaparece no mesmo tempo.
Durante os testes a lamina d´agua apareceu muito rápido e desapareceu na mesma velocidade a equipe concluiu que seria um solo arenoso.
Metodologia
O projeto integrador que tem o intuito de desenvolver um sistema de tratamento de esgoto doméstico com um tanque séptico, mais tratamento complementar e disposição final, e assim fazer o dimensionamento de sumidouros seguindo a orientação da ABNT NBR 7229/1993. Utilizou-se também técnicas táteis visuais como tato, plasticidade, resistência do solo seco (torrão), dispersão em água, impregnação e por último dilatância, foram realizadas para a identificação do tipo de solo, confirmando os resultados encontrados no programa. O procedimento detectou características de solo arenoso, logo após estimou-se a capacidade de percolação do solo em campo. Fundamentando então, existiu a necessidade de se aprimorar o conhecimento das características da paisagem local que foi feita através da plataforma ArcGIS, mapa feito pelo mesmo pode ser visto no anexo 1, que fornece ferramentas para a elaboração de mapas necessários para o entendimento dos dados geográficos e assim permitiu obter os limites dos solos da região escolhida.
A partir dos resultados encontrados no campo, o próximo passo foi estimar a contribuição diária de esgoto da residência e poder dimensionar o tanque séptico para o tratamento do esgoto através dos processos de sedimentação, flotação e digestão. Com os valores e os cálculos feitas em Excel, começou-se a montagem da maquete que representa toda a residência com a fossa instalada conectada ao sumidouro, que a partir dos cálculos foi de apenas um, devido à característica do solo arenoso.
O projeto também compreende medidas ligadas à sustentabilidade que devam fazer parte do funcionamento da moradia, visando compreender os 3 pilares da sustentabilidade, uma correlação entre eles (os pilares são: Financeiro, Social e Ambiental). Visando atingir esses pilares, foi proposto a utilização do Reutilização da Água das Chuvas, Telhado Verde e Energia Solar Fotovoltaica. Portanto, na maquete se encontra áreas de conhecimento intercaladas como Mecânica dos Solos, Gestão e Geologia, além da participação conjunta dos integrantes em todas as fases do trabalho.
Justificativa deste Projeto
Em paralelo a citação na introdução do presente relatório, é inegável que o tratamento do esgoto doméstico é muito importante para a preservação do meio ambiente. Desde os primórdios da humanidade o descarte do esgoto é um grande problema pelo fato da população mundial estar sempre em crescimento e cada vez mais consumista, gerando assim o aumento na produção de esgoto.
Diante do cenário de constante crescimento populacional, consumismos exagerados e avanços tecnológicos vem causando sérios problemas para a natureza. A partir disso existe o conceito de sustentabilidade, que visa uma gestão do desenvolvimento/crescimento sem agredir o meio ambiente, através de medidas que visam planejar, mitigar e utilizar os recursos naturais da melhor forma possível, economizando e reutilizando.
Portanto, o Projeto Integrador II visa problematizar uma edificação que necessita de um tratamento de esgoto e uma solução ambiental, representando em uma maquete os respectivos sistemas. À vista disso, a equipe Condessa realizou encontros para debater, pesquisar, planejar, estudar, calcular e por em prática as teorias vistas em sala de aula, almejando um bom custo-benefício no projeto, que foi feito cuidadosamente e em conformidade com as especificações, utilizando três medidas de soluções ambientais, como pode ser visto nos próximos tópicos.
Importância do Sistema de Tratamento de Esgoto
“O esgoto doméstico é composto por toda a água e resíduos que ela carrega pelos encanamentos de casas, escritórios e estabelecimentos comerciais. Ou seja, pode-se dizer que é todo o lixo que produzimos utilizando a água, que desce por todas as pias e vasos sanitários, além do chuveiro e ralos espalhados pela casa. A água da chuva que corre pelas calçadas e sarjetas também se misturam nas redes de esgoto.
Mas para onde vai todo esse esgoto? Infelizmente, a maior parte dele não é tratado e acaba sendo depositado em rios e mares. No Brasil, 49% do esgoto é coletado pelas redes de tratamento, mas somente 10% de todo o esgoto produzido é, de fato, tratado.
O tratamento é feito em Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETARs), também conhecidas como Estações de Tratamento de Esgoto (ETE). Esses locais conseguem, através de processos químicos e biológicos de decomposição, impostos pelo padrão de saúde da Resolução CONAMA nº 357/2005, tratar o esgoto.
O esgoto é formado, basicamente, de 99,9 % de água, 0,1% de sólidos e inúmeros organismos vivos, tais como bactérias, vírus, vermes e protozoários, os quais são liberados junto com os dejetos humanos. Mesmo assim, a decomposição do esgoto é um processo que demanda vários dias e, portanto, um processo relativamente caro, com investimento de 0,04% do PIB nacional do Governo Federal.
O tratamento do esgoto doméstico é muito importante para a preservação do meio ambiente. O esgoto contamina rios, lagos, represas e mares porque possuem excesso de sedimentos e micro-organismos que podem causar doenças, como a esquistossomose, leptospirose, cólera e piodermites.
Sendo assim, pode transformar áreas próximas, desequilibrando o ecossistema da região. Rios e praias sofrem processo de assoreamento, que nada mais é do que o aumento de sedimentos (sólidos) em sua base, provocando aumento do nível da água e, consequentemente, enchentes. O esgoto também pode contaminar mananciais e locais que servem como fonte de água potável para a população. Os mais prejudicados são os peixes, espécies inteiras podem ser extintas do local onde o esgoto doméstico é jogado. Além deles, as vegetações aquáticas e ribeirinhas podem acabar morrendo”.
Movimento das Águas no Solo (Percolação)
Em geotecnia, o fenômeno do deslocamento da água através do solo é chamado de percolação da água. Conhecer como se dá o fluxo da água no solo é muito importante pois ele é responsável por um grande número de problemas práticos de engenharia, os quais podem ser resumidos em três grupos:
- A vazão da água através de maciços terrosos, drenos ou filtros;
- O recalque nas fundações das obras;
- A estabilidade geral das massas de solo principalmente de taludes.
Edital do Projeto
Faculdade de Tecnologia SENAI CIMATEC
Engenharia Civil
Edital – Projeto Integrador
Projeto Integrador II (PI-II)
Período: 2017.3
Componentes Curriculares de Referência: Gestão Ambiental na Construção Civil, Mecânica dos Solos I e Geologia.
Docentes: Denise das Dores Nascimento Oliveira, Larissa da Silva Paes Cardoso e Geovana Freitas Paim.
Coordenador do Curso: Luara Batalha Vieira
Tema: Projeto e construção de um modelo reduzido de um sistema de tratamento de esgoto doméstico, constituído de tanque séptico, e de tratamento complementar e disposição final, constituído de sumidouros, além de proposição de uma solução de Gestão Ambiental e representação da mesma no modelo.
Data de Início: 21/09/2017
Data da Apresentação Final: 06/12/2017 – 07:40h - 12:00h
Projeto Integrador: Atividade curricular que tem o objetivo de desenvolver as competências que estão sendo adquiridas no período letivo. O Projeto Integrador (PI) culmina com a apresentação de um trabalho interdisciplinar, que deverá enfatizar pelo menos os três (3) componentes curriculares de referência previstos no projeto do curso para este PI, e deverá ser entregue em forma de documento impresso aos docentes e defendido em apresentação pública em sala de aula ou auditório.
O objetivo precípuo do Projeto Integrador é orientar o discente quanto à inter-relação das competências que estão sendo adquiridas no percurso formativo, sua utilização e importância para a aquisição de novas competências, contempladas nos períodos letivos subsequentes, que contribuirão para a aplicabilidade no contexto da área tecnológica. Para tanto, os docentes poderão recorrer a problemas específicos relacionados à pesquisa na Faculdade, ou casos em empresas parceiras, ou ainda estudos de autores renomados, disponibilizando-os para análise dos discentes, fazendo a desconstrução pedagógica dos mesmos e identificando os conhecimentos necessários à construção do trabalho.
Projeto Integrador II: Ao longo do 5º Trimestre os discentes do curso de Engenharia Civil deverão desenvolver seu segundo Projeto Integrador tendo como Disciplinas de Referência: Mecânica dos Solos I, Geologia e Gestão Ambiental na Construção Civil.
Objetivo: Projetar e construir um modelo reduzido (maquete) de um sistema de tratamento de esgoto doméstico, constituído de tanque séptico, e de tratamento complementar e disposição final, constituído de sumidouros; e propor uma solução de Gestão Ambiental e representá-la no modelo.
A realização deste projeto desenvolverá as seguintes habilidades:
- Interpretar as características da paisagem do local da edificação;
- Identificar os solos através de técnicas táteis visuais;
- Estimar a capacidade de percolação do solo em campo;
- Estimar a contribuição diária de esgoto de uma edificação, por tipo de prédio e ocupação;
- Dimensionar as unidades de fluxo horizontal (tanque séptico) para tratamento de esgotos por processos de sedimentação, flotação e digestão;
- Dimensionar poço absorvente ou sumidouro, destinado à depuração e disposição final do esgoto no nível sub superficial;
- Propor, dimensionar e representar uma solução de Gestão Ambiental para a edificação escolhida;
- Atuar de forma sinérgica em grupos de trabalho, sabendo gerenciar equipes e solucionar conflitos.
Enunciado: Admitindo-se que uma edificação será construída em um local onde não há rede pública de coleta de esgoto, vocês, colaboradores de uma empresa iniciante no ramo de projetos em saneamento e ciências ambientais, foram procurados pela construtora para projetar o sistema de tratamento, tratamento complementar e disposição final do esgoto doméstico a ser gerado na edificação que está sendo construída, além de propor e implementar uma solução que torne a edificação mais sustentável e reduza os impactos ambientais. A construtora deseja saber qual deve ser a área permeável necessária que comporte as unidades de tratamento, tratamento complementar e disposição final do efluente doméstico e como essas unidades ficarão dispostas espacialmente em relação à edificação.
Orientações para o desenvolvimento do Projeto:
a) Cada equipe deverá escolher uma edificação existente, que possua área permeável suficiente para realização dos testes no solo. Não poderá haver equipes trabalhando com edificações iguais e/ou próximas, localizadas no mesmo bairro;
b) Após a escolha da edificação, esta deve ser comunicada e aprovada pela professora Geovana Freitas Paim;
c) Construir um mapa de localização da área escolhida através de Sistema de Informação Geográfica (SIG);
d) Levantar através do SIG as características geográficas da área (usar imagem de satélite, uso/cobertura do solo, dentre outros);
e) Realizar identificação tátil visual do solo típico da área escolhida. A identificação do solo deverá ser comprovada através de fotografias ou filmagens com os membros da equipe;
f) Estimar a capacidade de percolação do solo da área escolhida, conforme procedimento de campo adaptado do Anexo A da ABNT NBR 13969/1997: Tanques sépticos - Unidades de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos - Projeto, construção e operação, em anexo. A determinação da capacidade de percolação do solo deve ser comprovada através de filmagem e apresentação dos cálculos no relatório;
g) Dimensionar o tanque séptico da edificação da área escolhida, conforme orientações da ABNT NBR 7229/1993: Projeto, construção e operação de sistemas de tanques sépticos;
h) A partir a taxa de percolação estimada com o procedimento de campo, obter a taxa máxima de aplicação diária, conforme Tabela A.1 da ABNT NBR 13969/1997;
i) Com a taxa máxima de aplicação diária e os dados do projeto, calcular a área total necessária e em seguida dimensionar a unidade ou as unidades de tratamento complementar e disposição final (sumidouros);
j) Dimensionar a solução de Gestão Ambiental proposta para a edificação escolhida;
k) Construir um modelo reduzido (maquete) representando a edificação, as unidades de tratamento, incluindo as caixas de inspeção/distribuição, respeitado as distâncias entre as unidades determinadas pelas normas: ABNT NBR 13969/1997 e ABNT NBR 7229/1993 e a solução de Gestão Ambiental.
Dados para projeto:
- Adotar o intervalo entre limpezas da fossa de 2 anos;
- O volume dos efluentes conduzido ao sumidouro ou sumidouros é igual à contribuição diária de esgoto do imóvel;
- Considerar o nível de água do lençol freático a 2,8 metros de profundidade em relação à superfície do terreno;
- A maquete deve ser produzida em uma escala de 1:50 ou 1:100 e deve ocupar um espaço em planta de no máximo 1 m².
Compromissos: Os compromissos a serem cumpridos para este Projeto são os seguintes:
C1. Plano de Trabalho cada equipe deverá elaborar seu plano de trabalho que deverá conter uma listagem de etapas a serem cumpridas e atividades a serem realizadas, e um cronograma. A listagem deverá descrever as etapas e atividades, assim como os recursos necessários para a sua realização. O cronograma deverá conter as etapas e atividades associadas ao nome da pessoa responsável, data inicial e data de conclusão.
C2. Entrega Intermediária – deverá ser entregue pela Equipe em data definida no plano de trabalho, um relatório sobre: o mapa de localização e características geográficas da área da edificação escolhida, as características da edificação escolhida (tipo de edificação, padrão do imóvel, população, estimativa da área permeável), o resultado da caracterização tátil visual do solo, a realização do procedimento de campo para estimar a capacidade de percolação do solo da área escolhida, com apresentação do resultado obtido e a proposta da solução de Gestão Ambiental.
C3. Relatório Final – deverá ser entregue pela Equipe no dia da apresentação final (06/12/17) um caderno contendo toda a documentação do projeto, composto pelos seguintes elementos: Apresentação (contexto, objetivos e breve descrição dos documentos que compõem o caderno); o mapa de localização e características geográficas da área da edificação escolhida; características da edificação; relatório de caracterização tátil visual do solo; relatório da realização do procedimento de campo para estimar a capacidade de percolação do solo; memorial de descritivo e de cálculo das unidades de tratamento; memorial descritivo e/ou de cálculo da solução de Gestão Ambiental. Este documento deve ser elaborado respeitando as normas da ABNT e considerando as habilidades e competências desenvolvidas nas disciplinas Redação e Relatórios Técnicos.
C4. Apresentação Final – a Equipe deverá apresentar seu trabalho em 30 minutos, abordando os seguintes tópicos: apresentação do trabalho e objetivo; o mapa de localização e características geográficas da área da edificação escolhida; características da edificação; caracterização tátil visual do solo; realização do procedimento de campo para estimar a capacidade de percolação do solo; dimensionamento das unidades de tratamento; caracterização da solução de Gestão Ambiental e fabricação e apresentação da maquete; vídeo.
Pesos e Critérios de Avaliação: A Nota Final deste Projeto Integrador será determinada por uma composição das notas obtidas pelo cumprimento, entregas e desempenho determinados em cada um dos 5 Compromissos descritos anteriormente.
A quantidade de pontos atribuídos a cada um dos Compromissos serão os seguintes:
C1. Plano de Trabalho – 50 pontos
C2. Entrega Intermediária – 100 pontos
C3. Relatório Final – 300 pontos
C4. Maquete – 300 pontos
C5. Apresentação Final – 250 pontos
A Nota Final (NF) será calculada da seguinte forma: NF = (C1 + C2 + C3 + C4 + C5)/100
Os agentes que atribuirão as notas para cada um dos critérios serão os seguintes:
E1. Plano de Trabalho – Docentes dos componentes curriculares envolvidos;
E2. Entrega intermediária – Docentes dos componentes curriculares envolvidos;
E3. Documentação Final – Docentes dos componentes curriculares envolvidos;
E4. Apresentação Final – Banca de docentes avaliadores a ser formada no dia.
Prazos: A seguir são apresentados os prazos a serem cumpridos ao longo do desenvolvimento deste Projeto Integrador.
E1. Plano de Trabalho: definir as equipes até o dia 28/09/2017 e apresentar o Plano de Trabalho até o dia 03/10/2017 para os Docentes dos componentes curriculares envolvidos;
E2. Apresentar a escolha da edificação para a realização do trabalho até o dia 04/10/2017 (validar com Geovana Freitas Paim)
E3. Entrega intermediária – 14/11/2017
E4. Documentação Final – 06/12/2017 (3 cópias impressas frente e verso)
E5. Apresentação Final – 06/12/2017 às 07:40h, a sequência de apresentação será sorteada no momento.
Diretrizes Adicionais: deverão ser observadas ainda as seguintes diretrizes adicionais:
− Este Projeto Integrador é obrigatório para todos os alunos que estejam cursando os componentes curriculares Mecânica dos Solos I, Geologia e Gestão Ambiental na Construção Civil.
− Caso um aluno conste em uma das equipes participantes e não realize o Projeto Integrador, será considerado que ele desistiu desta avaliação e sua nota será zero.
− As equipes deverão ser compostas por 4 a 5 alunos.
− Caso a equipe não cumpra o prazo estabelecido para a Entrega Intermediária (dia 14/11/2017), a mesma terá sua pontuação zerada nesta etapa.
− No dia 06/12/2017, as equipes deverão apresentar-se por completo às 07:40h no local da apresentação final com toda a documentação solicitada e com a maquete completa.
− Caso a Equipe se apresente com atraso maior do que 20 min, perderá 1,0 ponto na Nota Final do Projeto Integrador.
− Os documentos Plano de Trabalho, Documentação Final e Apresentação Final devem ser entregues em CD ou outra mídia eletrônica ao Coordenador do Curso e ao representante do Núcleo TheoPrax em até 7 dias após a Apresentação Final.
− A maquete da Equipe melhor avaliada deverá ficar sob guarda da Faculdade de Tecnologia SENAI CIMATEC. As maquetes restantes deverão ser levadas pelos integrantes das Equipes que as tenha construído.
Apresentação da Equipe
Olá, somos um grupo de estudantes do curso de Engenharia Civil, do sexto trimestre, do Centro Universitário SENAI Cimatec, e vamos mostrar nesse blog o caminho que iremos percorrer para elaboramos o segundo Projeto Integrador, cujos componentes curriculares de referência são as matérias de: Gestão Ambiental na Construção Civil, Mecânica dos Solos I e Geologia. Os professores e orientadores das respectivas matérias são: Denise das Dores Nascimento Oliveira, Larissa da Silva Paes Cardoso e Geovana Freitas Paim.
O tema e os objetivos consta na realização do projeto e construção de um modelo reduzido de um sistema de tratamento de esgoto doméstico, constituído de tanque séptico, e de tratamento complementar e disposição final, constituído de sumidouros, além de proposição de uma solução de Gestão Ambiental e representação da mesma no modelo. Nosso grupo é formado por cinco integrantes, como pode ser vista na foto seguinte.
O tema e os objetivos consta na realização do projeto e construção de um modelo reduzido de um sistema de tratamento de esgoto doméstico, constituído de tanque séptico, e de tratamento complementar e disposição final, constituído de sumidouros, além de proposição de uma solução de Gestão Ambiental e representação da mesma no modelo. Nosso grupo é formado por cinco integrantes, como pode ser vista na foto seguinte.
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| Figura 01: Componentes da equipe. |
Os nomes dos dissentes da esquerda para direita são: Guilherme Silva Sales; Gabriel Mascarenhas de Andrade; Lucas Bomfim Ramaccotte Miranda; Lucas Lessa Alonso Carriço; Felipe Nunes Santoro.
O trabalho será feito com o auxílio do Centro Universitário SENAI Cimatec e da metodologia de ensino TheoPrax.


O que é Theprax?
Theoprax é uma forma de aprendizagem que alia a teoria à prática, fazendo com que estudantes analisem problemas empresariais reais e proponham soluções para serem aplicadas nas empresas. Segundo o site da FIEB (Federação das Indústrias do Estado da Bahia).
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